Blog de lutafenajufe


 

 

Luta Fenajufe apresenta chapa ao 6º Congrejufe

O movimento Luta Fenajufe apresenta aos delegados e delegadas do 6º Congrejufe a chapa que disputará a eleição para direção da federação. 

 Servidores de diferentes estados e regiões do país se uniram em torno de algumas idéias centrais:

Retomar a tradição histórica da Fenajufe de luta e independência de governos, partidos e administrações de tribunais;

Defesa da ruptura com a CUT e com o governo Lula, que traíram os servidores e a classe trabalhadora, e construir uma grande campanha pelo plano de carreira que valorize o servidor e o serviço público;

Retomar a tradição democrática da federação, com decisões colegiadas e consulta constante aos sindicatos e à base da categoria, com convocação regular das reuniões ampliadas;

Organizar a luta dos trabalhadores em defesa de seus direitos trabalhistas, previdenciários e sociais, contra o PAC e as reformas neoliberais de Lula;

Batalhar pela unidade dos servidores públicos na campanha salarial pela data-base, pela defesa do direito de greve, e participar dos fóruns da Cnesf;

Construir um grande movimento nacional no Judiciário e MPU contra o aumento da jornada, pelas 30h semanais sem redução salarial, por condições adequadas de trabalho e pelo fim do assédio moral;

Lutar pela extensão do AQ (Adicional de Qualificação) para os auxiliares e técnicos judiciários.



Escrito por lutafenajufe às 15h34
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OPOSIÇÃO À DIREÇÃO MAJORITÁRIA DA CUT 

Esta é a chapa do Luta Fenajufe! 

Vamos juntos resgatar a história de luta e independência da nossa federação para lutar por um plano de carreira,
pela data-base e em defesa de todas nossas conquistas trabalhistas e previdenciárias.
 
 

 

 

Cláudio Klein- TRF - SP

 

Saulo Arcangeli - PRT/MA

Melqui - Antônio Melquíades - JF - SP

Pedro Aparecido - TRT 23ª - MT

Paulo Rios - TRT 4ª - MA

José Moraes - MPU – Alagoas

Paulo Falcão - JF/Alagoas

Acácio Aguiar - TRF 2ª/ RJ

Ana Maria Fevereiro - TRE/SP Aposentada

João Evangelista - TRT-15/SP

Eduardo
Pereira Silva -
JF– MA

Sérgio Murilo (Serginho) - TRT 12ª - SC

Madalena Nunes - JF - PI

Cristiano Moreira - TRT 4ª – RG

Fagner Azeredo - TRF 4ª - RG

Elvson Cardoso - TRT 6ª - PE

Célia Araújo - TJDFT/BRASÍLIA

Celso Neves - TRF 3ª – MS

Mário Alves - TRE - MG

Jailson Lage - JF - BA

Wilson Valece - MPF - Brasília

Alice de Jesus Vicente - JF/MARÍLIA - SP

Marcelo Lincoln - JF - MS

Célia Tosta - MPU - Brasília

Marinilda Dias - TRT 2ª - SP

Sandro Delgado - TRE - MT



Escrito por lutafenajufe às 14h04
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Por que continuar atrelado a uma central cujo presidente disse que temos privilégios que devem ser cortados? Por que continuar pagando a uma central cujo presidente diz que cometemos abusos em nossas greves, que devem ser proibidas? Por que continuar submisso a uma central cujo presidente virou ministro e diz que nossos contracheques têm direitos e benefícios demais e que precisam ser reduzidos?

Isto é a CUT de hoje

10/07/2003 - 07h01

Aposentadoria integral é "erro", diz líder da CUT

Da Agência Folha, em Brasília

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, considerou ontem um "erro" a possibilidade de o governo manter a aposentadoria integral para servidores que contemplarem certos requisitos. O sindicalista defendeu um teto de R$ 4.800 para os benefícios.

"O governo erra ao admitir abandonar um teto, o que atenderia à maioria esmagadora da classe trabalhadora. O governo está errado em manter a integralidade acima de um teto. Essa proposta atende aos altos salários."

Em suas críticas, Marinho fez referência às pressões do Poder Judiciário para a manutenção de privilégios: "O Judiciário pode em determinado momento trabalhar com um processo de chantagem. Espero que isso não ocorra, que eles sejam fiéis ao juramento que fizeram ao assumirem a carreira".

Integrantes do Judiciário estão tentando manter a aposentadoria com salário integral e querem o aumento do subteto salarial nos Estados. Pela proposta do governo, esse teto seria de 75% do salário de um ministro do STF. A reivindicação é que seja elevado para 90%.

"Tem gente que diz: "Somos diferentes porque somos uma carreira típica de Estado". Por quê? O servidor que atende atrás do balcão não é?", disse Marinho.

Se você acredita que a CUT não está mais do nosso lado, e que é preciso seguir lutando,
então temos muita coisa em comum.



Escrito por lutafenajufe às 13h48
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LUTA FENAJUFE NA DEFESA DE TESES

"Unidade sim, para defender os trabalhadores dos ataques de Lula e da traição da CUT"

Servidores com o Luta Fenajufe na defesa de teses

A defesa da unidade dos trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU para enfrentar os projetos do governo Lula, a traição da CUT e lutar pelos interesses da classe foi o centro dos discursos de servidores que estão no movimento Luta Fenajufe na apresentação de teses no 6º Congrejufe, na tarde de ontem em Gramado (RS).

"Unidade sim, unidade para lutar contra a política desse governo e seus ataques", disse Ana Luiza, da bancada de São Paulo. "No mundo todo os trabalhadores têm resistido, lutando e unidos nós somos invencíveis", afirmou sob aplausos do plenário.

A unidade também foi defendida por Adilson Rodrigues, diretor da federação e integrante do Luta Fenajufe, mas pautada num programa de luta, democrático e de independência do governo. Ele criticou a atual falta de democracia na federação. "Um membro da direção [do setor minoritário] não é comunicado que vai haver uma negociação, mas que já houve", disse. Pedro Aparecido, do Mato Grosso, também lamentou a falta de democracia. Disse que alguns diretores da Fenajufe não podem decidir por milhares de servidores.

A unidade foi defendida para combater o PAC e as reformas previdenciária e trabalhista. "Já no início do segundo mandato, Lula já demonstrou que vai ter um governo mais conservador, o PAC mostra isso, a ameaça ao direito de greve também", disse Cristine Maia, da tese da oposição à diretoria do Sindjus-DF.

Ao responder à ‘proposta’ de uma chapa única para direção apresentada por Policarpo, de Brasília, Paulo Rios, da bancada do Maranhão, disse que a unidade tem que ser construída com base em um programa que enfrente quem ataca os trabalhadores, não em cima de cargos ou discursos vazios. "Vamos fazer a unidade levando ao plenário final um grande programa de luta para barrar o apetite de Lula contra a classe trabalhadora", disse Paulo Rios, que defendeu o socialismo e afirmou que Lula se tornou algoz dos trabalhadores ao assumir o papel de gerente do capital.


CUT Fora!

Alguns dirigentes do setor majoritário da direção da Fenajufe bem que tentaram, mas não conseguiram. Na defesa de teses no 6º Congrejufe, a palavra de ordem que prevaleceu e empolgou o plenário dizia "CUT, Fora!".

Por pelo menos duas vezes, porém, o setor majoritário tentou ‘cantar’ no plenário "Central Única dos Trabalhadores", mas os poucos que aderiram tiveram a voz abafada pelo "CUT, Fora" ou "Luta Fenajufe".

Quem tentou defender o governo Lula também não foi feliz – recebeu vaias, de parte do plenário, é verdade, mas não teve a contrapartida de aplausos de outros delegados. Foi o caso do presidente do Sitraemg, Antonio Carlos (o Ovo), muito vaiado após defender Lula e o salário mínimo de R$ 380,00.



Escrito por lutafenajufe às 17h36
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Congrejufe tem que unificar categoria contra os ataques do governo Lula

Luta Fenajufe apresenta aos delegados de todo o país propostas para retomar a tradição de luta, independência e democracia na federação nacional e unificar a categoria contra os ataques preparados pelo governo Lula

A luta contra a retirada do direito de greve dos servidores, a nova ‘reforma’ da Previdência e o congelamento salarial previsto no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) deve ser uma das prioridades da federação nacional no próximo período.

Se o PAC for aprovado, os trabalhadores do Judiciário Federal e do MPU terão seus planos de carreiras adiados pelos próximos 10 anos. Isso mesmo, 10 anos, porque a limitação orçamentária imposta pelo PACotão do governo impedirá qualquer melhoria salarial e política de desenvolvimento funcional séria.

Como fica explícito na cartilha de apresentação do PAC, produzida pelo governo Lula para a imprensa, no item ‘Controle da expansão da despesa de pessoal da União’. O objetivo do plano lançado em janeiro é a "redução gradual das despesas de pessoal em relação ao PIB [produto interno bruto ou a soma de tudo o que é produzido no país durante um ano] a partir de 2008".

Para travar essa batalha, a direção da Fenajufe tem que retomar sua tradição de luta e independência.


Propostas da Oposição Luta Fenajufe

CONJUNTURA

Ä Organizar a luta para derrotar a política neoliberal do governo Lula, reafirmando a necessidade da Fenajufe se colocar claramente na oposição ao governo e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Ä Incorporar as resoluções do Encontro Nacional Contra as Reformas (realizado no dia 25 de março, em São Paulo):

a) Em defesa da anulação do leilão e da reestatização da Vale do Rio Doce; da proteção aos trabalhadores do setor privado contra as demissões imotivadas; do emprego e da redução de jornada de trabalho sem redução salarial; do aumento do salário mínimo e das aposentadorias; dos serviços públicos e do direito de greve do funcionalismo; da reforma agrária e da moradia digna; e da retirada dos vetos de FHC ao Plano Nacional de Educação;

b) Contra as ‘reformas’ da Previdência, sindical, trabalhista e universitária do governo Lula; a "alta programada" no INSS; as mudanças nos critérios de concessão do auxílio-doença; a Super-Receita; o super-simples; as PPPs (parcerias público-privadas); a privatização do Banco do Brasil, da CEF e da Petrobrás; a transposição do rio São Francisco; o PAC (programa de aceleração do crescimento); e o pagamento das dívidas interna e externa;

c) Pela retirada das tropas brasileiras do Haiti e o fim da ocupação americana no Iraque.

Ä Incorporar no plano de lutas o calendário unificado aprovado no Encontro Nacional:- 17 de abril – Atos da campanha salarial unificada dos servidores públicos nas capitais;- Semana de 17 de abril – Abril Vermelho promovido pelo MST e a Via Campesina contra a violência no campo e em defesa da reforma agrária;- 28 de abril – Dia da Saúde do Trabalhador;- Abril indígena;

- 1º de maio – Manifestações classistas no Dia Internacional de luta da Classe Trabalhadora;- Semana de 21 a 25 de maio – Jornada nacional de mobilização contra as reformas neoliberais e o PAC;- Agosto - Grande marcha a Brasília contra as reformas neoliberais;Semana da Pátria – Plebiscito nacional pela anulação da privatização da Vale do Rio Doce.

Ä Lutar para barrar o PAC;

Ä Lutar pela revogação das leis de Responsabilidade Fiscal, de Falências, de Gestão das Florestas e da DRU e das PPP´s;

Ä Lutar pela revogação da reforma da Previdência e demais reformas aprovadas sob o esquema do Mensalão;

Ä Defender o fim da exploração dos estagiários e da política que os força a substituir servidores gratuitamente;

Ä Defender o salário mínimo do Dieese;

Ä Lutar contra a terceirização dos serviços públicos e projetos que levam à privatização por vias indiretas, como fundações, ‘cooperativas’ etc;

Ä Defesa do direito irrestrito de greve;

Ä Repúdio à nomeação de Luiz Marinho para o ministério da Previdência.



Escrito por lutafenajufe às 17h21
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Na página ao lado, delegados agitam o plenário durante a apresentação das teses.
À esquerda, delegados da Oposição Nacional Luta Fenajufe.

SINDICAL

Ä Questionar o Orçamento 2007: intervir com força na questão do orçamento e opor o pagamento da dívida pública à aplicação dos recursos para benefícios sociais e valorização dos serviços públicos e do salário mínimo;

Ä Trabalhar pela unificação da pauta dos servidores federais, com reivindicações gerais e específicas da categoria, reconhecendo as desigualdades e tratando a questão de acordo com essa realidade;

Ä Campanha em defesa dos servidores e dos serviços públicos;

Ä Impulsionar uma forte campanha contra o assédio moral e pela valorização do servidor público, com a confecção e distribuição de cartilhas;

Ä Repudiar a todas as formas de discriminação e opressão de gênero, raça ou etno-religiosa;

Ä Orientar os seis sindicatos ainda filiados à CUT para que debatam em suas bases a desfiliação;

Ä Realização de um plebiscito nacional para decidir se a Fenajufe permanece ou não filiada à CUT;

Ä Defesa da liberdade e autonomia de organização sindical, bem como da liberação para atividade sindical e do direito de negociação coletiva do funcionalismo;

Ä Defender a permanência da vinculação entre as atividades de segurança e transporte tanto para efeito de organização da carreira, como para a percepção da GAS;

Ä Pelo cumprimento do estatuto da Fenajufe, garantindo a democracia interna, a livre manifestação das idéias, a implementação de fato do critério da proporcionalidade, com a liberação de diretores proporcionalmente ao percentual alcançado por cada chapa na eleição;

Ä Fortalecer a unidade entre os servidores do Judiciário Federal e do MPU, para enfrentar os ataques e garantir a valorização da categoria.


PLANO DE LUTAS

Ä Em defesa da jornada de seis horas de trabalho, sem redução salarial e com abertura de concursos públicos;

Ä Lutar pela implementação do Plano de Carreiras do Judiciário Federal e MPU;

Ä Realização de seminários estaduais e nacional para debater os seguintes aspectos do plano de carreira (caráter e papel do Estado; diretrizes e conceitos – cargo, carreira, competência etc – estrutura da carreira; democratização das relações nos tribunais; acesso e desenvolvimento na carreira – inclusive ascensão funcional –; atribuições dos cargos e áreas de atividade; profissionalização e privatização no Judiciário; ocupação de FCs e CJs – confiança pública X confiança pessoal; estrutura e composição da remuneração; diretrizes para regulamentação (participação dos sindicatos na implementação e acompanhamento da carreira);

Ä Tomar as medidas políticas e jurídicas cabíveis para garantir o cumprimento da lei do PCS-3 quanto ao enquadramento e reenquadramento dos servidores que atendem os requisitos legais, e o pagamento das diferenças das remunerações retroativas ao ingresso no Judiciário com juros e correção monetária;

Ä Iniciar uma campanha para garantir que os servidores recebam os salários cortados pelos tribunais em virtude da greve pelo PCS-3 onde houve cortes, como também em outras greves;

Ä Iniciar uma campanha para que a cúpula do Judiciário assegure o cumprimento da lei do PCS-3 e garanta o democrático e necessário debate com a categoria, principal interessada nas conseqüências deste processo sobre sua vida funcional, acerca do processo de regulamentação e implantação do Plano.



Escrito por lutafenajufe às 17h18
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FALA SERVIDOR

Por que participar do Luta Fenajufe?

Romper com a CUT, retomar a tradição democrática da federação, combater o PAC e as reformas de Lula, ajudar a construir uma sociedade sem explorados e com justiça social. São muitas as razões que levam servidores que participam do 6º Congrejufe a aderir ao movimento Luta Fenajufe. Eis algumas delas.


Sérgio Feitosa - Servidor do TRT/RJ e da delegação do Sisejufe/RJ.

Questões populares

"Os rumos que a Fenajufe tomou foram de apoiar o governo Lula, o qual tem traído à classe trabalhadora, não só os servidores públicos, mas os da iniciativa privada. Nós, do Luta Fenajufe, sabemos que essa política assistencialista do governo (bolsa escola, bolsa família, cesta base) é mais um presente envenenado, e que o povo tem fome, não só do arroz e do feijão, mas de saúde, de educação e, principalmente, de justiça. Nesta questão, a Fenajufe sempre se mostrou indiferente às questões populares. Sempre defendi que a necessidade da Federação desenvolver políticas de inserções nas comunidades, até porque nenhuma entidade de classe sobreviverá ilhada por uma sociedade miserável".


Ana Maria Fevereiro - Aposentada do TRE/SP e diretora do Sintrajud/SP.

Dever moral

"Sofri o principal afronto da minha vida com a cobrança previdenciária. Já estava aposentada há vários anos. Lutei contra a cobrança previdenciária no governo FHC, mas ela foi aprovada, justamente, no governo Lula, naquele que se dizia defensor dos trabalhadores. Esse governo é nocivo para todos os trabalhadores, seja ele da rede privada ou pública. Está no Luta Fenajufe é um dever moral para todos lideres que têm algum grau de consciência política".


Célia Cardoso - Servidora do TJ/DF e da delegação do Sindjus/DF.

Admitir divergência

"Discordo frontalmente da direção do Sindjus/DF. Defendo o desatrelamento do sindicato com os partidos políticos. Temos disputa de influência em Brasília. Não deixa dúvida que o PT faz indicação. O Sindjus/DF se tornou um departamento do PT. O sindicato não admite divergência. Acaba sem consultar a base. A oposição é saudável, pois equilibra as forças. Hoje a direção é unânime. E toda unanimidade não é boa. Temos muitas críticas ao governo Lula. Hoje a Fenajufe é omissa ao que o servidor está enfrentando com o governo Lula. É uma política de apoio. E falta trabalho de formação política com a base".


Elvson Cardoso - do Judiciário de Pernambuco e da delegação do Sintrajuf/PE.

Luta por direitos e conquistas

"Para mudar a postura adotada pela atual parte majoritária da direção, que está atrelada ao governo e abandonou a via mais combativa da qual deve fazer uso a classe trabalhadora, que só através dela conseguimos nossos direitos e conquistas. Vejo a direção da Fenajufe em uma postura drástica em apoiar o governo Lula, o qual vem desde o primeiro mandato eliminando direitos, a exemplo da reforma da Previdência, e [provocando o] arrefecimento da luta dos trabalhadores, utilizando-se para isso da CUT, hoje central chapa branca".


Eder Campos Maia. Da delegação do Sindijufe/MT e do TRT/MA

Cooptação

"Estou no Luta Fenajufe por conta das propostas como a desfiliação da CUT que não representa mais a classe trabalhadora; a sua direção foi cooptada por cargos em Brasília. A central perdeu legitimidade para representar a classe trabalhadora. Outra questão é o apoio ao governo Lula. A Fenajufe não pode ficar atrelada ao presidente Lula. Também percebemos alguns desmandos na condução dos trabalhos administrativos na Federação".


Ruy Almeida - Servidor do Judiciário no Rio Grande do Sul e da delegação do Sintrajufe/RS.

Imposição

"É preciso organizar uma frente de luta dos setores combativos da categoria contra quem insiste em defender as práticas de ataque do governo Lula. E para defender que o servidor do Judiciário tenha uma frente autônoma em relação aos governos e que lute pela defesa e manutenção dos direitos dos trabalhadores.


Eduardo Pereira - da JF do Maranhão e da delegação do Sintrajud/MA.

Resgatar a luta

"É uma alternativa de fazer com que a Fenajufe volte a ser de luta. Resgatá-la para a luta que sempre foi o seu papel histórico desde a sua fundação. Além disso, as entidades dos trabalhadores não podem ser aparelhadas para servirem ao governo e aos partidos políticos. Tem que servir à luta e à organização da classe. A Fenajufe não pode seguir o trilho da CUT que virou uma entidade do governo federal".



Escrito por lutafenajufe às 17h09
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  Sob aplausos, Paulo Rios dedica seu retorno à luta dos trabalhadores 

Paulo Rios foi aplaudido ao falar na abertura do Congrejufe

O servidor da Justiça do Trabalho do Maranhão e histórico dirigente da categoria, Paulo Rios, foi reintegrado à categoria em julho do ano passado, foi ovacionado pela categoria na abertura do Congresso e reafirmou a disposição de luta para enfrentar os ataques do governo. "O meu reingresso na categoria no ano passado foi uma vitória da nossa luta, que eu sempre acreditei que íamos vencer. Vêm aí pela frente ataques a nossos direitos, para quebrá-los, e temos que nos unir porque os ataques estão vindo de onde não deveriam vir, de um governo que foi eleito por nós. Unidade para enfrentar o PAC, a tentativa de acabar com o direito de greve e para mostrar que o Judiciário tem uma tradição de luta e que vai resistir", afirmou Paulo, que faz parte do movimento Luta Fenajufe.

A reintegração de Paulo Rios ao Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão foi determinado por sentença da Justiça Federal naquele Estado. Após quase 12 anos afastado da categoria, Paulo retoma suas atividades profissionais e sua participação, como delegado, nas atividades sindicais da categoria (das quais nunca deixou de participar mesmo afastado do trabalho).

O desligamento arbitrário de Paulo Rios do quadro de funcionários da categoria se deu em função de denúncias feitas na época pelo Sintrajufe/MA de um esquema de nepotismo no Judiciário Federal no Estado. Sua volta ao trabalho é realmente uma vitória coletiva.


Luta Fenajufe convoca

Plenária contra o PAC e as reformas

Oposição convida congressistas a participar de debate sobre o Plano de "Crescimento" do governo Lula e as reformas que estão por vir, com a presença da deputada federal Luciana Genro (PSOL/RS) –

Sexta (30), 13 horas, no plenário do Congresso


A luta é nacional

A oposição Luta Fenajufe é composta por representantes das delegações de Minas Gerais, Brasília, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro e do Paraná. Participe você também! Fale conosco: lutafenajufe@terra.com.br / Blog: lutafenajufe.zip.net



Escrito por lutafenajufe às 18h39
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Após lançar PAC, Lula anúncia corte de 25% no Judiciário

Redução no orçamento reafirma política
de superávit primário e pagamento de juros a banqueiros

O corte de 25% no orçamento do Judiciário Federal, anunciado esta semana pelo Planalto, é mais uma medida que reforça o compromisso do governo Lula com a manutenção do superávit primário para pagar os juros das dívidas públicas a especuladores.

É o que avaliam servidores do movimento Luta Fenajufe, que defende que o 6º Congrejufe aprove resolução que não só condene o corte de recursos como faça com que a federação rompa com o governo Lula.

O bloqueio no orçamento ocorreu pouco mais de dois meses após o presidente Lula anunciar o lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que explicitamente fala em reduzir as despesas do setor público, inclusive na área de pessoal. Há um trecho do caderno de divulgação do PAC preparado pelo governo para imprensa que não deixa dúvidas sobre isso:

"As medidas fiscais do PAC visam a contenção do crescimento do gasto com pessoal do governo federal".


ARBITRARIEDADE EM ALAGOAS

Procuradora impede participação de servidores no Congrejufe

Dos três servidores da Procuradoria Regional do Trabalho de Alagoas, eleitos ao 6 º Congrejufe, a procuradora-chefe, Virginia Araújo Gonçalves, só autorizou um a participar com compensação de trabalho. Em reunião com o Sindjus/AL, na última segunda-feira, a procuradora-chefe havia concordado em liberar os três delegados na condição de que os servidores assumissem as tarefas dos servidores delegados. No dia seguinte, ela voltou atrás, mantendo a decisão anterior.

Por conta disso, o servidor Felipe Mesquita não pôde participar do evento. Os coordenadores do Sindjus, José Moraes e Cícero Omena, perderam o primeiro dia do Congresso.

Em Alagoas, os servidores do órgão estão mobilizados contra o aumento da jornada de trabalho e pela revogação do decreto 707/2006. No dia 19 de março, a categoria deflagrou paralisação de 24 horas. Em protesto pela portaria, que aumenta a carga horária de 7 para 8 horas diárias e impõe o ponto digital. Os servidores estão trabalhando vestindo roupa de cor preto para representar luto pelas medidas. Haverá nova paralisação em abril.

O Coordenador de Comunicação do Sindjus, Cícero Omena, diz que a procuradora equivocadamente encara a mobilização dos servidores como questão pessoal. Mesmo sofrendo retaliação, ele está participando do Congresso.

Por conta da retaliação, delegados aprovaram mudança no regimento, prorrogando a data do credenciamento para até o dia 29 de março, às 10 horas.


Congresso aprova recurso da Oposição do Rio

Tensão durante a votação sobre o RJ

O movimento de oposição Luta Fenajufe saúda a resolução do plenário do 6º Congrejufe aprovada na tarde de quarta-feira, que rejeitou a tentativa da direção do Sisejufe/RJ de inflar a bancada.

Na assembléia que elegeu os delegados, 12 pessoas foram eleitas sem a respectiva representação na atividade. Apenas 81 servidores estavam presentes – o que garantiria a eleição de 27 delegados. No entanto, a diretoria do Sisejufe apresentou ao Congresso uma representação de 39 pessoas.

Durante o debate, representantes do sindicato fluminense ainda tentaram intimidar o plenário, mas a coerência e o respeito à base da categoria falaram mais alto e, por ampla maioria, o número de delegados do Rio de Janeiro foi readequado aos critérios estatutários da federação nacional.

Reconhecemos como muito importante essa decisão, que unificou diversos setores contra a descaracterização do nosso congresso e o desrespeito à base.

Entretanto, lamentamos que a direção da federação nacional (Fenajufe) não tenha permitido que a delegação do Sinjutra/PR sequer pudesse apresentar seu recurso ao Congresso.



Escrito por lutafenajufe às 18h23
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Marinho defende reduzir direitos e ganha Previdência

Ministro que defendeu fim de "privilégios no serviço público" é nomeado para comandar 3ª reforma da Previdência no dia seguinte após propor reduzir ‘encargos’ da folha de pagamento

Mesa de abertura do Congrejufe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu presentear o ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores e atual ministro do Trabalho, Luiz Marinho, com o Ministério da Previdência e Assistência Social.

O ex-sindicalista assume a pasta nesta quinta-feira (29) porque foi rejeitada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), cujo presidente, Carlos Lupi, preferiu ocupar o Ministério do Trabalho (anteriormente sob o comando de Luiz Marinho).

Mais que isso, a nomeação de Marinho para a Previdência mostra que o projeto de reforma previdenciária preparada para este segundo mandato deverá ser mais dura para com os trabalhadores e seu ritmo deverá ser acelerado. Marinho comandou o silêncio obsequioso da CUT durante a ‘reforma’ da Previdência de 2003, abandonando a luta travada por milhares de servidores em todo o país. E por diversas vezes defendeu "o fim dos privilégios para o setor público".

Já como ministro do Trabalho, presente que ganhou pelo apoio à retirada de direitos previdenciários dos trabalhadores, Luiz Marinho determinou o corte de ponto e a aplicação de multa milionária contra os sindicatos dos servidores do INSS que realizavam greve por reajuste salarial e plano de carreiras, em 2005.

Às vésperas de ser indicado para a Previdência, no último dia 27, Marinho defendeu em entrevista à imprensa a "desoneração da folha de pagamento", ou seja, que os patrões paguem menos impostos retirando da carga tributária exatamente a parte com que a patronal contribui para a aposentadoria dos trabalhadores por lei.

Em meio ao 6º Congrejufe, esse tema ganha importância pois temos que preparar nossa categoria para os embates que virão. Entre as propostas já sinalizadas pelo governo Lula estão o fim da diferença de 5 anos no tempo mínimo exigido para a aposentadoria das mulheres, em relação ao tempo exigido dos homens – o que desconsidera a dupla jornada de trabalho feminina e os salários menores para a mesma função; a desvinculação dos benefícios pagos pela Previdência Social aos valores do salário mínimo; a regulamentação do fundo de previdência privada do funcionalismo público (concluindo a privatização iniciada com a ‘reforma’ de 2003).

Os delegados presentes ao 6º Congrejufe devem se pronunciar contra mais esses ataques aos trabalhadores. E o movimento Luta Fenajufe defende não só a aprovação de uma moção de repúdio a essa nomeação, como também a anulação da ‘reforma’ previdenciária de Lula



Escrito por lutafenajufe às 18h17
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LUTA FENAJUFE DEFENDE PARA O JUIDICIÁRIO E MPU

Combater o PAC e as reformas de Lula, lutar por data-base e carreira

Seis mil ativistas de 20 estados e diversos setores fazem Encontro Nacional em SP, rejeitam PAC e reformas e lançam movimento em defesa dos direitos previdenciários e trabalhistas

Encontro convocado por Conlutas, Intersindical e outras reuniu 6 mil ativistas de 626 organizações e lançou movimento contra PAC e em defesa dos direitos ameaçados



Escrito por lutafenajufe às 17h56
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EDITORIAL

O que queremos e
pra onde vamos?

A eleição de Lula e a opção por um governo conservador e afinado com as chamadas elites forçou uma inexorável divisão no movimento sindical brasileiro.

A recente conformação do primeiro ministério do segundo mandato apenas confirma esta opção à direita e conservadora. Traz, entre outros, Reinhold Stephanes, um ex-ministro da ditadura, de Collor e de FHC, que liderou a primeira reforma da Previdência.

O movimento sindical tomou dois rumos distintos: os que seguiram ao lado dos trabalhadores, negando-se a cooperar ou pactuar com um governo com este caráter; e os que se transformaram em braços sindicais governistas.

Há os que seguem acreditando na luta, mas mantêm algum tipo de esperança neste governo. Companheiros honestos na convicção política, mas que não vêem a corrupção e a degeneração dos que chegaram ao poder.

Esta é uma análise geral. Mas no Judiciário Federal e MPU não é diferente. É triste, lamentável, que companheiros que estavam nas lutas dos trabalhadores hoje façam a política do governo dentro de nossa organização sindical.

Há, no entanto, muitos lutadores que resistem, não se rendem ao discurso fácil (e aos prazeres) do "nosso governo". Nós, do Luta Fenajufe, fazemos um convite ao conjunto dos servidores do Judiciário Federal e do MPU para que façamos crescer juntos a voz dos que querem a federação e os sindicatos no campo das lutas, ao lado dos servidores e longe, bem longe, dos governos e das administrações de tribunais.

Esta edição do Luta Fenajufe, impressa e parcialmente distribuída antes do 6º Congrejufe, chegará a muitos locais após o congresso da federação, de 28 de março a 2 de abril, em Gramado. Ela resume o que pensamos e defendemos.

É momento de decisão. De que lado estamos? Quem queremos nos representando e como? As respostas trazem consigo os rumos que nossa organização sindical tomará nos próximos meses ou anos. Podemos construir um pólo de resistência no Judiciário e no MPU aos projetos e à política neoliberal capitalista de Lula, com suas ‘reformas’, PACs e PPPs. É refletir e escolher o caminho a seguir.


PREVIDÊNCIA Lula quer concluir privatização

Criação de 'fundos' aumentará perdas de servidor

Ato em Brasília, em 2003, contra a reforma da Previdência

O governo federal prepara um projeto de lei para regulamentar os fundos privados de previdência complementar criados na reforma constitucional de 2003.

A medida concretiza a perda da aposentadoria integral caso o fundo seja efetivamente criado. Isso porque os servidores seguem contribuindo com 11% sobre a integralidade de seus vencimentos, o que configura a manutenção da situação jurídica do antigo regime de previdência do funcionalismo. O que pode ser tema de uma longa batalha judicial tendo em vista as perdas que o servidor terá caso seu benefício seja limitado ao teto do INSS (2.800 reais hoje).

Na esteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirma que a alíquota máxima de contribuição do servidor e da União ao fundo será de 7,5% – dos quais 5% serão destinados a cobrir os benefícios da aposentadoria, ficando os 2,5% restantes destinados ao custeio de benefícios de risco (morte e invalidez).

Segundo o próprio ministro, as projeções do governo mostram que estes 5% garantiriam uma aposentadoria de, no máximo, 90% a 95% do salário base do servidor na ativa.

Estes são alguns dos motivos que fazem o Luta Fenajufe ser contra a regulamentação e defender a anulação da reforma da Previdência, aprovada com a compra de votos de deputados, o ‘mensalão’. Fato denunciado pelo procurador-geral da República.


Regulamentação do PCS está sendo feita sem que base seja ouvida

Depois de apresentar à cúpula do Judiciário uma proposta de plano não debatida pela base da categoria, deixando de lado uma série de reivindicações dos servidores, passada a aprovação do PCS, o Sindjus-DF negocia sua regulamentação também sem ouvir a categoria.

E a maioria da direção da Fenajufe respalda essa postura, negando-se a convocar uma reunião ampliada da categoria durante todo o processo de negociação das portarias que regulamentam o plano (o que teve início em dezembro do ano passado).

Essa não é a tradição da Fenajufe e o Movimento de Oposição Luta Fenajufe rechaça esta subserviência aos tribunais superiores e o desrespeito com os trabalhadores.

 


UTA FENAJUFE – OPINIÃO

Quem tem medo de ouvir a categoria?

A história dos planos de cargos e salários no Judiciário Federal e no MPU é marcada por pelo menos duas características: mobilização, debate na base e democracia nas decisões. Lamentavelmente, não foi esse o caminho trilhado pela direção majoritária da federação no caso do PCS-3.

O projeto começou mal discutido e mal formulado. Melhorou após pressão de setores da categoria, entre eles os que hoje compõem o Luta Fenajufe. E virou lei graças à força da mobilização e da greve. A vitória dessa luta chegou a estar ameaçada quando a direção majoritária da federação suspendeu o movimento na ‘trégua’ que não levou a quaisquer avanços. Mas a categoria soube superar os obstáculos postos no caminho pelos sindicalistas que apóiam o governo e, mobilizada, venceu mais esta batalha.

Agora, no processo de regulamentação do PCS, outra vez a democracia e o respeito aos servidores que estão em cada local de trabalho foram esquecidos. A Fenajufe/Sindjus-DF, por intermédio de um ou dois sindicalistas, negociou e continua negociando em nome do coletivo. O que acontece, além de ilegítimo, é uma ameaça para toda categoria.


RECEPÇÃO DAS RUAS

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi recebido com protestos que reuniram, em pelo menos 17 estados do país, entre 30 mil e 50 mil manifestantes. Cartazes e faixas chamavam o presidente que ocupou militarmente o Iraque e o Afeganistão de assassino e terrorista nº 1 do mundo. Em São Paulo, maior ato (foto) com pelo menos dez mil pessoas, houve repressão violenta por parte da polícia. O presidente Lula também foi alvo dos protestos, por se aliar a Bush e por manter a ocupação militar no Haiti. Manifestantes pediram a retirada das tropas, tanto as de Bush quanto as de Lula, e, em muitos momentos, afirmaram que o dinheiro dos juros da dívida externa também financia a guerra.



Escrito por lutafenajufe às 17h51
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Servidores na plenária convocada pela coordenação do funcionalismo (Cnesf) para 14 de março: é preciso unir lutas específicas e gerais

CARREIRA Combater o assédio, as terceirizações e valorizar serviço público e servidor

Por uma carreira pública

Luta pela carreira no Judiciário e MPU se contrapõe ao PAC e às reformas

Tema do 6º Congresso da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União, em Gramado, a questão da carreira volta a ser um dos debates centrais da categoria.

O Movimento de Oposição Luta Fenajufe vem defendendo a realização desse debate não é de hoje. Na última plenária estatutária da Federação esse foi um dos pontos centrais de polêmica com os setores capitaneados pelo Sindjus-DF – que optaram pelo "caminho mais fácil" que seria a luta por mais um PCS.

Passados quase dois anos, quando finalmente arrancamos do governo a sanção à lei 11.416/06 no dia 18 de dezembro, ficou claro para toda a categoria que não existe "caminho fácil" quando se trata do enfrentar governos neoliberais, como o de Lula.

Ganho o PCS-3, uma vitória da mobilização da categoria, ficou a sensação de que os dois anos durante os quais lutamos poderiam ter resultado no avanço da estruturação da carreira da categoria.

Para o diretor do Sintrajud e da Fenajufe Démerson Dias, o projeto ideal de carreira do Judiciário Federal deve basear-se em "três eixos articuladores, sem hierarquia entre eles: a organização da carreira em si [sua finalidade em atender o interesse público], a democracia [no sentido da valorização maior das equipes de trabalho em detrimento das relações hierárquicas e da "privatização" do Judiciário via funções comissionadas] e a profissionalização [com o estabelecimento de paradigmas para a administração pública e de excelência no serviço]".

Démerson alerta ainda para as dificuldades que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo Lula, coloca para os servidores conquistarem um verdadeiro plano de carreiras. "A pretexto de pautar o desenvolvimento, suposto consenso no país, [o PAC] se propõe a desmantelar a mais consistente trincheira de resistência ao neoliberalismo no país. O endereço certo do PAC é a resistência dos trabalhadores", diz.


ENTREVISTA - DÉMERSON DIAS

"Romper com modelos de organização que têm assediado o Juidiciário"

Démerson, em destaque no 1º plano, ao lado de servidores que participam do Luta Fenajufe

Dirigente da Fenajufe e membro do movimento de oposição Luta Fenajufe, Démerson fala sobre a luta pela carreira.

Luta Fenajufe - Na sua avaliação, quais seriam as linhas gerais de um projeto ideal de carreira para os servidores do Judiciário Federal?

Démerson Dias - A organização da carreira em si, que pressupõe discutir sua finalidade, atribuições e perspectiva de desenvolvimento. Hoje não existe organização racional, onde há alguma preocupação as soluções são, na melhor das hipóteses, empíricas. Ou prevalece o casuísmo e personalismo dos gestores, o que é flagrantemente inconstitucional.

Um segundo eixo passa pela democracia. Não se trata apenas de rechaçar o velho entulho autoritário e suas versões inovadas, nem de resumir a questão a consultas internas e externas, mas discutir inclusive o papel e caráter do Estado. A otimização das soluções hoje em dia passa pela qualidade das relações horizontalizadas, em que as competências e vocações trazem resultados para toda a equipe e não apenas para enaltecer individualidades. Um aspecto tão importante quanto polêmico da democratização são os chamados cargos de confiança. Para um agente público, não faz sentido reivindicar "confiança pessoal".

Por fim, na falta de definição melhor, a profissionalização. É preciso romper com modelos de organização que ao longo dos últimos anos têm assediado o Judiciário, como programas de qualidade. A solução para isso está em estabelecer paradigmas para a administração pública e de excelência no serviço, o que exige fundamentalmente o comprometimento da magistratura.

Paralelamente a essas questões, tem sido constante a preocupação com a terceirização, a precarização e com a privatização do Judiciário, que está na ordem do dia. Por estes dias a presidente do STF esteve em São Paulo para enaltecer junto à Fiesp a mediação, ou seja, a privatização da atividade
judicante.

Quais as dificuldades apontadas pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para a aprovação de uma carreira que atenda às necessidades da categoria?

O PAC talvez não seja "mais uma" medida de caráter geral que dentre outras coisas afeta as relações de trabalho no Estado, mas "a" medida que, a pretexto de pautar o desenvolvimento, suposto consenso no país, se propõe a desmantelar a mais consistente trincheira de resistência ao neoliberalismo no país. O endereço certo do PAC é a resistência dos trabalhadores e faz muito sentido que uma missão do FMI tenha estado no país durante o processo de implementação do pacote. Trabalhadores públicos, o PAC é conosco mesmo!

Convém não esquecer que a proposta de lei para exterminar a greve faz parte do mesmo pacote, tanto que foi lançada ao mesmo tempo. Mas como diz o Lula, só mesmo um ex-sindicalista poderia propor o desmonte da resistência dos trabalhadores. É o neopeleguismo em sua versão presidencial, o ex-sindicalista se antecipa às necessidades do capital e já entrega os anéis, os dedos e tudo mais que for possível.



Escrito por lutafenajufe às 17h45
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PAC Projeto pode congelar salários de servidor

Projeções mostram que PAC 'encolhe' folha da União

Estudo de economista mostra que aplicação do PAC
reduziria folha de pagamento da União e o salário mínimo

Lula recebe Bush, presidente dos EUA: compromisso de seguir pagando os juros das dívidas

A implementação do PAC significará uma proibição legal à reposição de perdas salariais históricas do funcionalismo e pode levar ao congelamento prévio dos salários por dez anos. Prevê ainda a elaboração de propostas que reduzem ou dificultam a aposentadoria. E, se fosse retroativo, levaria a um salário mínimo menor do que os atuais R$ 350,00.

É o que mostra estudo do economista Washington Moura Lima sobre os efeitos do Programa de Aceleração do Crescimento, enviado pelo presidente Lula, na forma de medida provisória, ao Congresso Nacional. "É um ataque sem precedentes aos servidores públicos federais e ao povo brasileiro", afirma artigo do economista sobre o estudo.

O PAC determina que o aumento da despesa global anual da União com pessoal até 2016 não ultrapasse o limite do índice acumulado do IPCA mais 1,5%.

O texto da medida se refere ao total da folha de pagamento, sem considerar e descontar novas contratações de servidores, o aumento do número de aposentados, pagamento de passivos, planos de cargos e carreiras e até mesmo o crescimento vegetativo da folha em função das progressões na carreira. "No Judiciário a passagem de um padrão para outro na carreira é de mais de 3%, e para outros servidores também. Um servidor que se aposenta continua como despesa na folha da União e há de se acrescentar a despesa do novo servidor", cita Washington em seu artigo, que conclui que estas e as outras despesas já enumeradas seriam suficientes para consumir mais do que a variação do IPCA acrescida
de 1,5%.

O estudo mostra o tamanho do problema caso o PAC já estivesse sendo aplicado: em 2006, a folha de pagamento da União, com as deduções previstas (sentenças judiciais e despesas do Distrito Federal), foi de R$ 103,783 bilhões. Com o PAC, ela teria que ter parado em R$ 92,529 bi. Isto é, R$ 11,253 bilhões a menos, mais de 20 vezes superior ao impacto do PCS do Judiciário.

Para 2007, o gasto previsto é de R$ 116,4 bilhões – pelo PAC, não passaria da casa dos R$ 98,9 bilhões, 17,554 bilhões menor.

Na análise do Luta Fenajufe, os números mostram de onde sairá o dinheiro para o PAC. Acrescente-se a eles os ataques à aposentadoria, aos direitos trabalhistas e até às reservas do FGTS dos trabalhadores. Não há o que preservar no projeto, é preciso combatê-lo na íntegra. É o que afirmam os servidores do Luta Fenajufe.


Por que ser contra o PAC

SERVIDOR - O PAC impõe restrições à política salarial para os servidores ainda mais duras do que as da Lei de Responsabilidade Fiscal. O limite de aumento da folha de pagamento anual estabelecido no IPCA mais 1,5% deve ser inferior ao aumento vegetativo da folha.

salário mínimo - Projeções mostram que, se o PAC estivesse em vigor desde 2000, em abril desse ano o salário mínimo estaria em R$ 282,82, mais de 20% menor do que os atuais R$ 350,00.

aposentadoria - O PAC cria o Fórum Nacional da Previdência, cujo objetivo é preparar a terceira etapa da reforma previdenciária – que, por duas vezes, já reduziu direitos e as aposentadorias e
pensões.

juros da dívida - Não há mudanças neste campo. O país continuará dando boa parte do que produz no ano a banqueiros e especuladores, na forma de juros das dívidas públicas.

FGTS - Recursos do FGTS serão usados para financiar obras. Décadas atrás, fizeram isso coma Previdência Social. Hoje fala-se que ela está quebrada.



Escrito por lutafenajufe às 17h31
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PRA ONDE VAI A FENAJUFE Independência de partidos, governos e administrações precisa ser resgatada

Romper com Lula e a CUT para defender direitos dos servidores

Luta Fenajufe convida os servidores do Judiciário e MPU a unir forças na defesa da aposentadoria, dos direitos trabalhistas, da data-base e da carreira

Servidores do Judiciário
que participam do Luta Fenajufe durante
encontro nacional contra o PAC e as reformas, que ameaçam de novo as
aposentadorias
e as leis trabalhistas,
realizado no dia 25
de março em São Paulo

Os heróis do presidente Lula não acordam cedo para trabalhar. Não fazem duplas jornadas, no trabalho e em casa. Não esquentam a cabeça com as contas do mês. Não temem o aumento da jornada de trabalho. E muito menos se preocupam em perder direitos da aposentadoria.

Faz poucos dias, o ex-sindicalista fez declarações que confirmam que o Lula que liderava as greves no ABC paulista morreu. Primeiro, o presidente disse que só com um ex-sindicalista na Presidência seria possível mexer no direito de greve. Algum tempo depois, chamou seus ministros de heróis por aceitaram ficar nos cargos que ocupam em troca de R$ 8 mil, quase 24 vezes o valor do salário mínimo. Na mesma semana, afirmou que os usineiros (muitos acusados de exploração desumana de mão-de-obra) são heróis mundiais por produzirem álcool.

Tudo isso pouco depois de lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), projeto que pode levar ao congelamento dos salários dos servidores e que prevê novas ‘reformas’ que reduzem direitos trabalhistas e previdenciários (enquanto segue pagando religiosamente os juros das dívidas públicas a especuladores, que sangram um terço da arrecadação da União).

Para levar esta política Lula conta com o apoio precioso da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e da Força Sindical. Não teria feito o que já fez – reduzir as aposentadorias, por exemplo – sem o braço da CUT, que se dedica a tentar barrar e sufocar a resistência dos trabalhadores.

É o que avalia o movimento Luta Fenajufe, que defende que a federação rompa com a CUT e se oponha ao governo Lula e aos seus projetos que reduzem direitos dos servidores e trabalhadores em geral.

O Luta Fenajufe faz um chamado a todos os que discordam do sindicalismo ‘chapa-branca’ a construir um movimento que resgate a história de luta, independência e democracia da federação.


OPINIÃO
- Paulo Rios

Acabar com o aparelhamento e o atrelamento

"Depois de quase 12 anos eu estou voltando ao convívio com a categoria e com meus colegas de todo o Brasil. Nunca deixei de acompanhar a trajetória da federação. Tenho que lamentar profundamente o aparelhamento e atrelamento desta direção ao Estado. Sou radicalmente contra isso. Sempre lutamos pela independência e autonomia sindical. A situação atual tem que mudar. As entidades têm que ser independentes, de luta, combativas."

Paulo Roberto Rios Ribeiro,
do TRT do Maranhão.


Servidores durante o lançamento da campanha salarial de 2007: luta conjunta pela data-base


PROPOSTAS DO LUTA FENAJUFE

Início imediato do debate sobre a desfiliação da CUT e convocação de um plebiscito nacional para que a base decida.

Que a Fenajufe oriente os seis sindicatos filiados que permanecem na CUT a fazer o mesmo.

Construção de um movimento unificado, unindo trabalhadores de outros setores, contra o PAC, as reformas de Lula, as privatizações e pela revogação da reforma da Previdência.

Que a Fenajufe atue de forma independente de partidos, administrações e governo e que se posicione em oposição ao governo Lula e seus projetos que atacam os trabalhadores.

Resgate da democracia nas decisões da federação, com convocação de reuniões ampliadas regulares e fim dos ‘imperadores’ da direção, que decidem tudo sozinhos, desrespeitando até seus parceiros políticos.

Organizar o Judiciário Federal e o MPU para participar da construção da campanha salarial unificada dos servidores públicos federais em 2007, pela reposição das perdas, respeito à data-base e garantia do direito de greve.

Elaborar e lutar por um plano de carreira que valorize o servidor, combata as terceirizações, o assédio moral, garanta a jornada de 6 horas, estabeleça condições do servidor avançar na carreira e privilegie o salário-base.

      • Apoiar a campanha pela suspensão do pagamento da dívida externa, que suga as riquezas do país.


OPINIÃO - Melqui

Mudar a direção da Fenajufe

"De um lado, o governo propõe reformas que retiram direitos históricos. De outro lado, as direções sindicais, em sua maioria, que deveriam nos defender, defendem na realidade o governo, sutil ou explicitamente, cooptadas que foram por vantagens nas estruturas partidárias e centrais sindicais. A Fenajufe se situa nesse cenário. Os que realmente defendem o servidor do Judiciário enfrentam quem faz o jogo do patrão, dizendo não a acordos desvantajosos com as administrações e com o governo."

Antonio dos Anjos Melquíades,
diretor do Sintrajud, São Paulo.



Escrito por lutafenajufe às 17h27
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